Data Driven Lawyer, ou Advogado Orientado a Dados, é o profissional que usa tecnologias como IA e Big Data para decisões jurídicas mais estratégicas e seguras. Nos últimos anos, cresceu o número de escritórios e departamentos jurídicos que perceberam o valor que as informações possuem e como a ciência de dados pode maximizar seus resultados.
A maior análise de dados ajuda a transformar o jurídico em uma área estratégica, reduzindo sua atuação reativa, que é vista como apenas um centro de custo em muitas operações. E para coletar, explorar e transformar informações em insights, o Data Driven Lawyer ganha destaque, oferecendo respostas mais objetivas.
Neste artigo, você vai entender do que se trata esse cargo, seu papel, importância, benefícios e como se especializar.
O que é Data Driven Lawyer?
Data Driven Lawyer é o termo que se refere ao profissional da advocacia que utiliza dados para a tomada de decisões estratégicas. Sua atuação envolve o uso de tecnologias, como Big Data e inteligência artificial, para coletar e analisar informações relevantes da prática jurídica.
Ou seja, no dia a dia, um Data Driven Lawyer usa dados extraídos de ferramentas como softwares jurídicos para:
- Prever resultados de casos;
- Identificar padrões e tendências;
- Avaliar riscos e oportunidades;
- Aumentar a eficiência do escritório ou departamento.
Vale uma distinção: nem sempre Data Driven Lawyer (Advogado Orientado a Dados) é um cargo formal no organograma da empresa. Em muitos casos, é mais preciso falar de uma cultura organizacional, a forma como o time decide, do que de uma vaga específica.
As duas leituras convivem: pode ser o nome de uma frente de atuação de um profissional, ou o jeito como o jurídico passa a operar.
Cultura Data Driven na advocacia
A cultura Data Driven é uma tendência cada vez mais adotada pelas empresas, porque fornece subsídios para uma tomada de decisão ágil e precisa. Ela trata da utilização de dados vindos de diferentes fontes, que precisam ser coletados, organizados e analisados de forma contínua.
Assim, escritórios e departamentos contam com o apoio de ferramentas que coletam e processam esses dados, que, com a ajuda de profissionais como Data Driven Lawyers, se tornam informação para as tomadas de decisão do negócio.
No fim, organizações orientadas a dados são mais ágeis, adaptam-se com mais facilidade às mudanças e agem com mais objetividade. Contudo, os dados dependem da inteligência humana para serem interpretados e transformados em ações.
Por isso, a implementação dessa cultura requer investimento em capacitação da equipe, para formar profissionais capazes de manipular dados, montar modelos e construir indicadores. Mais à frente, listamos alguns cursos e materiais recomendados.
Por que investir em dados e cargos como Data Driven Lawyer?
Reunimos os principais motivos para investir em dados na advocacia:
- Levantar uma média de tempo dos processos: os procedimentos não demoram apenas a soma dos prazos de cada ato específico. Pela burocracia e demora do sistema judiciário, é interessante saber a média de duração que cada processo pode ter, criando uma visão mais realista e preparada para o trabalho.
- Saber a probabilidade de deferimento: ao contar com um banco de dados extenso, que analise casos com o mesmo perfil, é possível conhecer a chance de deferimento. Decisões divergem, mas geralmente seguem um precedente, o que serve para avaliar pedidos liminares e ajuda a delinear estratégias.
- Identificar padrões, tendências, riscos e oportunidades: analisar grandes conjuntos de dados ajuda a identificar padrões relevantes para o caso, prever resultados e desenvolver uma estratégia mais eficaz.
- Otimizar tempo: é possível automatizar tarefas repetitivas e rotineiras, reduzindo tempo e custo e liberando a equipe para o trabalho de maior valor agregado.
- Ajudar a empresa a garantir competitividade no mercado: com dados, os advogados se mantêm atualizados sobre mudanças em leis e regulamentações e sobre movimentos da concorrência.
Esses ganhos não aparecem do mesmo jeito em toda frente jurídica. Por área de atuação, eles costumam se traduzir assim:
| Área | Como os dados entram na decisão |
| Contencioso | Estimativa de resultado e de valor da causa com base em precedentes e estatísticas de casos semelhantes |
| Revisão contratual e compliance | Análise de um volume maior de documentos para sinalizar cláusulas de risco antes da assinatura |
| Precificação e orçamento | Histórico de casos parecidos como base para propor honorários e prazos com mais segurança |
| Gestão do escritório ou departamento | Indicadores de produtividade, prazo e carga de trabalho para embasar decisões de equipe |
Além disso, aprofundamos os benefícios neste artigo do Portal sobre Legal Analytics.
Como se tornar um Data Driven Laywer?
Destacada pelo mercado, a carreira em Data Driven Lawyer segue em constante expansão. Embora a procura tenha crescido, ainda não há uma formação específica para gestão de dados em escritórios e departamentos jurídicos.
Desta forma, os profissionais precisam buscar outras maneiras de se especializar na área. Separamos estes cursos e materiais para quem busca desenvolver essas habilidades:
| Recurso | Formato | O que ensina | Para quem é indicado |
| Data Driven Law, da Future Law | Curso online | Principais atualizações da área e ferramentas para alcançar um perfil data-driven | Quem já decidiu se especializar no tema |
| Google Analytics para iniciantes | Curso online gratuito | Analisar relatórios básicos de público-alvo, aquisição e comportamento; configurar metas e acompanhamento de campanhas | Quem está começando do zero |
| Negócios, TI e Direito | Podcast (Spotify) | Inovação jurídica, tecnologia da informação e proteção de dados pessoais | Quem prefere aprender ouvindo, no meio da rotina |
Como funciona a atuação de um Data Driven Lawyer
Colocar a cultura data-driven em prática passa pelo escopo do negócio, definição de metas, escolha de métricas e monitoramento, numa sequência lógica e aplicável à sua operação:
- Use um software jurídico no dia a dia: implemente soluções como o Themis, que é pensado para a rotina do jurídico, automatizando a coleta e a análise com Business Intelligence e Inteligência Artificial, além de reunir indicadores de desempenho e comportamento de clientes e da equipe em dashboards personalizados.
- Pesquise o negócio antes de olhar para os dados: conhecer os principais riscos jurídicos e operacionais do cliente e/ou departamento é essencial para definir as métricas certas. Mapeie os pontos fortes e pontos a melhorar que a empresa tem.
- Conheça tecnologias de análise de dados: manter-se informado sobre tecnologias e ferramentas de análise (big data analytics, legal analytics, inteligência artificial) e entender como aplicá-las na prática jurídica. Veja mais detalhes neste vídeo.
- Defina metas e objetivos claros em relação ao uso de dados: identifique as métricas mais relevantes para seu negócio, considerando estes três grupos e que cada meta de negócio puxa um grupo diferente:
- Métricas estratégicas: mede a eficácia das decisões jurídicas ao longo do tempo.
- Métricas financeiras: acompanha o impacto direto no orçamento do escritório/departamento (ex.: se a meta é de receita, os indicadores precisam influenciar receita).
- Métricas de desempenho: monitora a produtividade e capacidade operacional do time
- Identifique as fontes de dados relevantes: considere onde encontrar os dados, como leis, regulamentações, decisões judiciais, dados demográficos e econômicos, dados da concorrência, entre outros.
- Desenvolva a estratégia de acompanhamento: defina quais indicadores estão ligados aos objetivos do negócio, quais dados serão necessários, por quanto tempo serão medidos, quem monitora, com que frequência, e por qual meio. Depois, entenda onde os dados vão ficar e conte com tecnologia jurídica para monitorá-los, ajustando conforme os resultados aparecem.
A cultura do advogado Data Driven orienta decisões com base em análise de dados, indo além de teoria e experiência pessoal. Mas os dados apenas guiam, sem substituir o julgamento humano, já que algumas demandas têm particularidades próprias. O caminho mais realista é aliar as duas coisas: leitura crítica de quem já conhece o negócio, apoiada por uma ferramenta como o Themis para transformar dados em resultados.
Perguntas frequentes sobre Data Driven Lawyer (FAQ)
Data Driven Lawyer é um cargo específico ou uma forma de atuar?
As duas leituras existem no mercado. Pode ser o nome de uma frente de atuação dentro de um cargo já existente (um advogado de contencioso que passa a decidir com apoio de dados, por exemplo), ou o jeito como um escritório ou departamento inteiro estrutura sua operação. Não há uma regulamentação que defina isso como cargo formal até o momento.
Preciso saber estatística ou programação para atuar de forma data-driven?
Não é pré-requisito, já que muitas ferramentas de gestão jurídica vêm com dashboards prontos, como o Themis, e fazem a parte técnica de coleta e cálculo. O que se espera do profissional é saber interpretar o que aquele número significa para o caso ou para a operação, não necessariamente construir o modelo que gerou o número.
Qual a diferença entre Data Driven Lawyer e Legal Analytics?
Legal Analytics é a técnica com o conjunto de métodos de análise estatística sobre decisões, processos e jurisprudência. Já o Data Driven Lawyer é o profissional que aplica essas técnicas, entre outras fontes de dados, nas decisões do dia a dia. Uma é a ferramenta de análise, a outra é a forma de atuar apoiada nela.
Quanto tempo leva para ver o resultado com essa abordagem?
Varia com o quanto os dados já estão organizados hoje. Escritórios e departamentos que já usam um software de gestão jurídica partem na frente, porque os indicadores já existem; quem ainda depende de planilhas manuais tende a gastar as primeiras semanas só organizando a base antes de conseguir tirar alguma leitura estratégica dela.
Invista em uma atuação mais estratégica
Dados orientam decisões, mas não substituem o julgamento de quem já conhece o negócio: os benefícios que apresentamos no artigo só viram estratégia quando alguém com experiência jurídica decide o que fazer com eles.
Na prática, é mais interessante ter uma ferramenta que já organize esses números em vez de recriar a análise em planilha a cada rodada. O Themis reúne esse tipo de indicador em dashboards personalizados e permite acompanhar prazo, produtividade e desempenho da equipe sem depender de um relatório manual novo a cada consulta, que é justamente o gargalo que costuma travar a transição para uma operação data-driven.
Conheça mais sobre o Themis em uma demonstração gratuita com nossos consultores.
Mais conhecimento para você
- 5 tendências para advogados e gestores de departamentos
- Entenda como o advogado pode usar o ChatGPT na rotina jurídica
- Themis e Astrea: conheça as diferenças dos softwares jurídicos
- O que o software Themis pode fazer pelo diretor jurídico moderno
- O que é a Teoria Geral do Processo e seus princípios
- Prazos processuais no Novo CPC
Este conteúdo foi útil? Ficou com alguma dúvida? Compartilhe nos comentários! 🙂
Muito prazer, nós somos a Aurum! Desenvolvemos softwares jurídicos há mais de 30 anos e entregamos produtos de qualidade para aperfeiçoar a gestão e elevar a produtividade dos advogados. Temos dois softwares no mercado: o Astrea, criado para atender as...
Ler maisDeixe seu comentário e vamos conversar!
Deixe um comentário